Poucos nomes do século XX alcançaram tantas pessoas ao falar sobre a fé católica quanto Fulton Sheen. Bispo, escritor e comunicador, ele levou seus ensinamentos a milhões de pessoas pelo rádio e pela televisão e deixou dezenas de obras sobre a vida cristã, o matrimônio, a oração, a felicidade e a relação com Deus. Os livros de Fulton Sheen atravessaram gerações e continuam sendo lidos por católicos em diferentes partes do mundo. Continue a leitura e conheça sua trajetória e algumas de suas principais obras.
Nascido em 8 de maio de 1895, em El Paso, Illinois, Fulton J. Sheen foi ordenado sacerdote em 20 de setembro de 1919 e aprofundou seus estudos em filosofia e teologia nos anos seguintes. Estudou na Universidade Católica da América e na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, onde obteve, em 1923, o doutorado em Filosofia. De volta aos Estados Unidos, tornou-se professor da Universidade Católica da América e conciliou a vida acadêmica com a pregação, a escrita e o trabalho de evangelização.
Em 1951, foi nomeado bispo auxiliar de Nova York e recebeu a ordenação episcopal naquele mesmo ano. Após deixar o governo da Diocese de Rochester, em 1969, recebeu do Papa Paulo VI o título pessoal de arcebispo e foi designado para a sé titular de Newport. Ao longo de seu ministério, escreveu dezenas de livros sobre temas como vida espiritual, matrimônio, filosofia, apologética e os desafios enfrentados pelos católicos de seu tempo. Sua capacidade de apresentar os ensinamentos da Igreja também encontraria no rádio e na televisão um alcance pouco comum para um sacerdote daquela época.
Fulton Sheen morreu em 1979, e sua causa de canonização foi aberta em 2002. Em 2012, o Papa Bento XVI reconheceu suas virtudes heroicas, e Sheen passou a ser chamado de Venerável. Em 2019, o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto referente a um milagre atribuído à sua intercessão, abrindo o caminho para sua beatificação. A cerimônia chegou a ser marcada para dezembro daquele ano, mas foi adiada. Em fevereiro de 2026, a Santa Sé autorizou o prosseguimento da causa, e a beatificação foi marcada para 24 de setembro de 2026, em St. Louis, Missouri.
Saiba mais sobre a vida de Fulton Sheen.
A atuação de Fulton Sheen ganhou uma dimensão ainda maior quando ele passou a ocupar um espaço até então pouco comum para membros do clero: os grandes meios de comunicação. Em 1930, começou a participar do programa de rádio The Catholic Hour, transmitido para todo o país, e, na década de 1950, chegou à televisão com Life Is Worth Living. Diante das câmeras, falava sobre a fé e sobre questões presentes na vida de seus espectadores, muitas vezes tendo apenas um quadro-negro como recurso. O programa alcançou milhões de pessoas e tornou Sheen conhecido inclusive entre aqueles que não eram católicos.
Seu modo de comunicar fez com que sua influência ultrapassasse o ambiente eclesial e alcançasse a cultura americana. Sheen conseguia aproximar questões filosóficas e religiosas da vida cotidiana sem deixar de lado o ensinamento católico. Décadas depois, muitos dos temas que levava ao rádio e à televisão continuam presentes na vida de seus leitores e ajudam a explicar por que sua obra permanece atual. Parte importante desse legado pode ser encontrada nos livros que escreveu ao longo de sua vida.
Confira algumas famosas frases de Fulton Sheen.
Ao longo de seu ministério, Fulton Sheen escreveu dezenas de obras nas quais tratou de questões que já apareciam em suas aulas, pregações e programas. Seus livros percorrem a espiritualidade, a filosofia, a apologética e a vida cristã, além de oferecerem reflexões sobre os problemas culturais de seu tempo. Entre essa extensa produção, alguns títulos se tornaram especialmente conhecidos e continuam atraindo novos leitores.
A seguir, conheça alguns deles:
Publicado originalmente em 1951, Três para casar tornou-se um dos livros católicos mais conhecidos sobre o matrimônio. A ideia que dá nome à obra está no modo como Fulton Sheen compreende a união conjugal: marido e mulher são dois, e Deus é o terceiro, presença que dá ao amor sua plenitude e orienta a vida do casal. A partir dessa perspectiva, o autor aborda temas como amor, sexualidade, fidelidade e a dimensão sacramental do matrimônio, tornando a leitura especialmente proveitosa para namorados, noivos e casados.

Esta edição está disponível na loja da Biblioteca Católica. Para saber mais e garantir a sua, clique aqui.
O desejo de ser feliz acompanha todo ser humano, mas nem sempre aquilo que se procura como fonte de felicidade é capaz de realizá-lo. Em Rumo à felicidade, Sheen parte dessa experiência para refletir sobre o que pode conduzir o homem a uma vida verdadeiramente feliz. Liberdade, virtude e sofrimento aparecem ao longo de suas reflexões, sempre relacionados à finalidade para a qual o homem foi criado. O livro conduz o leitor a perceber que a realização humana não pode ser compreendida sem Deus.

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Em O Calvário e a Missa, Fulton Sheen conduz o leitor a contemplar a relação entre o Sacrifício de Cristo na Cruz e aquilo que acontece sobre o altar em cada Santa Missa. A partir das sete palavras pronunciadas por Jesus no Calvário, o autor mostra como o sacrifício oferecido na Cruz se torna presente na celebração eucarística. A leitura ajuda a compreender melhor o sentido da Missa e favorece uma participação mais consciente no mistério celebrado.

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A Virgem Maria é o tema central de O primeiro amor do mundo, obra em que Sheen contempla sua vida a partir de sua relação com Cristo e de seu lugar na história da salvação. Ao percorrer acontecimentos como a Anunciação, a Visitação e o Calvário, o autor apresenta ensinamentos importantes sobre a maternidade divina, a pureza e a missão de Nossa Senhora. O livro permite compreender melhor por que a devoção mariana conduz a Cristo e tem um lugar tão importante na vida católica.
Concluído pouco antes de sua morte e publicado postumamente, O tesouro em vaso de barro reúne as memórias de Fulton Sheen sobre sua própria trajetória. O autor recorda sua vocação sacerdotal, os anos de formação, o trabalho como professor e as experiências vividas ao longo de seu ministério, incluindo seu apostolado no rádio e na televisão. Ao contar essas passagens, Sheen também reflete sobre os aprendizados que marcaram sua vida e sobre a maneira como reconheceu a ação de Deus em sua vocação.
Considerada uma das obras mais importantes de Fulton Sheen, A vida de Cristo acompanha a vida de Jesus desde seu nascimento até a Paixão, Morte e Ressurreição. Sheen percorre os Evangelhos mostrando como as palavras, os encontros e os acontecimentos da vida de Cristo se relacionam com sua missão redentora. O resultado é uma obra que aproxima o leitor das Escrituras e convida a contemplar a pessoa de Jesus para além de uma leitura apenas histórica de sua vida.
Embora tenham sido escritos há décadas, os livros de Fulton Sheen tratam de perguntas que continuam presentes na vida humana. O que torna um casamento duradouro, onde encontrar a verdadeira felicidade, como compreender o sofrimento e de que maneira crescer na relação com Deus são algumas das questões às quais o autor retorna em diferentes momentos de sua obra. Por isso, seus textos não ficaram restritos aos debates de seu próprio tempo.
Sua formação filosófica e teológica permitia abordar essas questões sem afastá-las da experiência cotidiana. Assim, seus livros podem acompanhar tanto quem começa a conhecer a fé católica quanto quem deseja aprofundar temas que já fazem parte de sua vida espiritual. É também por essa capacidade de aproximar o ensinamento da Igreja das inquietações humanas que a obra de Fulton Sheen continua encontrando leitores em novas gerações.
Que tal rezar a Novena de Fulton Sheen?
O maior clube de livros católicos do Brasil.
Poucos nomes do século XX alcançaram tantas pessoas ao falar sobre a fé católica quanto Fulton Sheen. Bispo, escritor e comunicador, ele levou seus ensinamentos a milhões de pessoas pelo rádio e pela televisão e deixou dezenas de obras sobre a vida cristã, o matrimônio, a oração, a felicidade e a relação com Deus. Os livros de Fulton Sheen atravessaram gerações e continuam sendo lidos por católicos em diferentes partes do mundo. Continue a leitura e conheça sua trajetória e algumas de suas principais obras.
Nascido em 8 de maio de 1895, em El Paso, Illinois, Fulton J. Sheen foi ordenado sacerdote em 20 de setembro de 1919 e aprofundou seus estudos em filosofia e teologia nos anos seguintes. Estudou na Universidade Católica da América e na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, onde obteve, em 1923, o doutorado em Filosofia. De volta aos Estados Unidos, tornou-se professor da Universidade Católica da América e conciliou a vida acadêmica com a pregação, a escrita e o trabalho de evangelização.
Em 1951, foi nomeado bispo auxiliar de Nova York e recebeu a ordenação episcopal naquele mesmo ano. Após deixar o governo da Diocese de Rochester, em 1969, recebeu do Papa Paulo VI o título pessoal de arcebispo e foi designado para a sé titular de Newport. Ao longo de seu ministério, escreveu dezenas de livros sobre temas como vida espiritual, matrimônio, filosofia, apologética e os desafios enfrentados pelos católicos de seu tempo. Sua capacidade de apresentar os ensinamentos da Igreja também encontraria no rádio e na televisão um alcance pouco comum para um sacerdote daquela época.
Fulton Sheen morreu em 1979, e sua causa de canonização foi aberta em 2002. Em 2012, o Papa Bento XVI reconheceu suas virtudes heroicas, e Sheen passou a ser chamado de Venerável. Em 2019, o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto referente a um milagre atribuído à sua intercessão, abrindo o caminho para sua beatificação. A cerimônia chegou a ser marcada para dezembro daquele ano, mas foi adiada. Em fevereiro de 2026, a Santa Sé autorizou o prosseguimento da causa, e a beatificação foi marcada para 24 de setembro de 2026, em St. Louis, Missouri.
Saiba mais sobre a vida de Fulton Sheen.
A atuação de Fulton Sheen ganhou uma dimensão ainda maior quando ele passou a ocupar um espaço até então pouco comum para membros do clero: os grandes meios de comunicação. Em 1930, começou a participar do programa de rádio The Catholic Hour, transmitido para todo o país, e, na década de 1950, chegou à televisão com Life Is Worth Living. Diante das câmeras, falava sobre a fé e sobre questões presentes na vida de seus espectadores, muitas vezes tendo apenas um quadro-negro como recurso. O programa alcançou milhões de pessoas e tornou Sheen conhecido inclusive entre aqueles que não eram católicos.
Seu modo de comunicar fez com que sua influência ultrapassasse o ambiente eclesial e alcançasse a cultura americana. Sheen conseguia aproximar questões filosóficas e religiosas da vida cotidiana sem deixar de lado o ensinamento católico. Décadas depois, muitos dos temas que levava ao rádio e à televisão continuam presentes na vida de seus leitores e ajudam a explicar por que sua obra permanece atual. Parte importante desse legado pode ser encontrada nos livros que escreveu ao longo de sua vida.
Confira algumas famosas frases de Fulton Sheen.
Ao longo de seu ministério, Fulton Sheen escreveu dezenas de obras nas quais tratou de questões que já apareciam em suas aulas, pregações e programas. Seus livros percorrem a espiritualidade, a filosofia, a apologética e a vida cristã, além de oferecerem reflexões sobre os problemas culturais de seu tempo. Entre essa extensa produção, alguns títulos se tornaram especialmente conhecidos e continuam atraindo novos leitores.
A seguir, conheça alguns deles:
Publicado originalmente em 1951, Três para casar tornou-se um dos livros católicos mais conhecidos sobre o matrimônio. A ideia que dá nome à obra está no modo como Fulton Sheen compreende a união conjugal: marido e mulher são dois, e Deus é o terceiro, presença que dá ao amor sua plenitude e orienta a vida do casal. A partir dessa perspectiva, o autor aborda temas como amor, sexualidade, fidelidade e a dimensão sacramental do matrimônio, tornando a leitura especialmente proveitosa para namorados, noivos e casados.

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O desejo de ser feliz acompanha todo ser humano, mas nem sempre aquilo que se procura como fonte de felicidade é capaz de realizá-lo. Em Rumo à felicidade, Sheen parte dessa experiência para refletir sobre o que pode conduzir o homem a uma vida verdadeiramente feliz. Liberdade, virtude e sofrimento aparecem ao longo de suas reflexões, sempre relacionados à finalidade para a qual o homem foi criado. O livro conduz o leitor a perceber que a realização humana não pode ser compreendida sem Deus.

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Em O Calvário e a Missa, Fulton Sheen conduz o leitor a contemplar a relação entre o Sacrifício de Cristo na Cruz e aquilo que acontece sobre o altar em cada Santa Missa. A partir das sete palavras pronunciadas por Jesus no Calvário, o autor mostra como o sacrifício oferecido na Cruz se torna presente na celebração eucarística. A leitura ajuda a compreender melhor o sentido da Missa e favorece uma participação mais consciente no mistério celebrado.

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Concluído pouco antes de sua morte e publicado postumamente, O tesouro em vaso de barro reúne as memórias de Fulton Sheen sobre sua própria trajetória. O autor recorda sua vocação sacerdotal, os anos de formação, o trabalho como professor e as experiências vividas ao longo de seu ministério, incluindo seu apostolado no rádio e na televisão. Ao contar essas passagens, Sheen também reflete sobre os aprendizados que marcaram sua vida e sobre a maneira como reconheceu a ação de Deus em sua vocação.
Considerada uma das obras mais importantes de Fulton Sheen, A vida de Cristo acompanha a vida de Jesus desde seu nascimento até a Paixão, Morte e Ressurreição. Sheen percorre os Evangelhos mostrando como as palavras, os encontros e os acontecimentos da vida de Cristo se relacionam com sua missão redentora. O resultado é uma obra que aproxima o leitor das Escrituras e convida a contemplar a pessoa de Jesus para além de uma leitura apenas histórica de sua vida.
Embora tenham sido escritos há décadas, os livros de Fulton Sheen tratam de perguntas que continuam presentes na vida humana. O que torna um casamento duradouro, onde encontrar a verdadeira felicidade, como compreender o sofrimento e de que maneira crescer na relação com Deus são algumas das questões às quais o autor retorna em diferentes momentos de sua obra. Por isso, seus textos não ficaram restritos aos debates de seu próprio tempo.
Sua formação filosófica e teológica permitia abordar essas questões sem afastá-las da experiência cotidiana. Assim, seus livros podem acompanhar tanto quem começa a conhecer a fé católica quanto quem deseja aprofundar temas que já fazem parte de sua vida espiritual. É também por essa capacidade de aproximar o ensinamento da Igreja das inquietações humanas que a obra de Fulton Sheen continua encontrando leitores em novas gerações.
Que tal rezar a Novena de Fulton Sheen?