Entenda o que a Igreja nos ensina por meio da liturgia do terceiro domingo da Quaresma, meditando cada uma das leituras.
Entenda o que a Igreja nos ensina por meio da liturgia do terceiro domingo da Quaresma, meditando cada uma das leituras.
Confira o que as leituras deste terceiro domingo da Quaresma têm a nos ensinar.
Tendo já percorrido um bom trecho da Quaresma, a liturgia insiste em nos recordar da necessidade de conversão para que façamos uma frutuosa Páscoa. Neste terceiro domingo, vamos percorrer um caminho de encontro com o Senhor para compreender a urgência da conversão nas nossas vidas.
A liturgia deste terceiro domingo de Quaresma nos convida a um profundo exame de consciência sobre nosso relacionamento com Deus e nossa resposta ao Seu chamado. O caminho quaresmal é um tempo de conversão, que exige de nós um recomeço constante, uma renovação do compromisso de buscar a Deus com um coração sincero.
As leituras deste domingo nos mostram que a paciência divina não deve ser confundida com passividade: Deus espera o nosso arrependimento e quer nos perdoar, mas também nos alerta sobre as consequências da indiferença espiritual.
Confira como viver bem a Quaresma em 5 dicas práticas.
Na primeira leitura, retirada do livro do Êxodo 1, contemplamos o chamado de Moisés diante da sarça ardente. Deus se revela como o Senhor da história e manifesta Seu desejo de libertar Seu povo da escravidão no Egito.
“Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, conheço os seus sofrimentos. Desci para libertá-los das mãos dos egípcios, e fazê-los sair daquele país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel” 2
Neste encontro, Deus se apresenta a Moisés com um nome que atravessa os séculos: “Eu sou aquele que sou” 3. Esse nome expressa Sua eternidade e fidelidade. Assim como Deus ouviu o clamor do povo no Egito e veio ao seu encontro, Ele continua atento ao sofrimento da humanidade e nos chama à conversão.
O Salmo deste domingo é retirado do Salmo 102(103) e proclama a misericórdia e a segurança de Deus. O refrão ressoa como um lembrete da paciência divina: “O Senhor é bondoso e compassivo.” 4
Este Salmo nos convida a confiar no amor de Deus, que não nos trata conforme nossos pecados, mas nos envolve com sua misericórdia. Ele perdoa nossas faltas, cura nossas feridas e nos concede uma nova oportunidade de recomeçar. Assim como Deus libertou Israel do Egito, Ele continua a nos resgatar do pecado e a nos chamar à conversão. Diante desse amor infinito, somos convidados a louvá-lo e a responder com um coração renovado.
“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!”
Na segunda leitura 5, São Paulo exorta os coríntios a aprenderem com a história do povo de Israel. Ele recorda como os israelitas foram guiados por Deus no deserto, protegidos pela nuvem, passaram pelo mar e se alimentaram do maná e da água que brotou da rocha. No entanto, apesar dessas graças, muitos caíram na idolatria e na desobediência, não entrando na Terra Prometida.
O apóstolo usa esse exemplo para dizer aos cristãos: receber os dons de Deus não basta, é preciso permanecer fiel. Paulo lembra essa verdade, a fim de que os coríntios não caíssem na mesma tentação e perdessem, por fim, a graça de Deus e a “terra prometida”, o céu. Assim, sua advertência final é clara: “Aquele, pois, que julga estar de pé, tome cuidado para não cair” 6. Isso nos convida a um exame sincero de consciência, lembrando-nos de que a conversão deve ser contínua, pois sem vigilância e humildade corremos o risco de nos afastarmos de Deus.
Você já conhece a história da conversão de São Paulo?
O Evangelho deste terceiro domingo da Quaresma é retirado de Lucas 13,1-9 e nos apresenta uma forte exortação à conversão. Jesus, ao ouvir relatos sobre a morte de alguns galileus por ordem de Pilatos, questiona seus ouvintes: “Pensais que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, perecereis do mesmo modo.” 7.
Deus nos fala de maneira clara por meio de dois caminhos: os acontecimentos dolorosos e a pregação. As tragédias mencionadas no Evangelho — a morte dos galileus e o desabamento da torre de Siloé — são sinais que nos despertam para a realidade da vida e da necessidade de conversão. O mundo, muitas vezes, caminha em desordem, distante de Deus, e esses eventos servem como um alerta para que reflitamos sobre nossa existência.
No entanto, o sofrimento por si só não é suficiente para transformar o coração humano. Por isso, Deus também nos fala através da pregação, como vemos na parábola da figueira. Esse ensinamento revela a paciência divina: Deus, em sua misericórdia, nos concede tempo para nos arrependermos e buscarmos o seu perdão.
Mas precisamos nos lembrar também que esse tempo não é infinito, e a Quaresma é um momento propício para essa mudança, pois Deus nos chama a produzir frutos de santidade e a viver plenamente sua graça.
“Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás”. 8
Entenda como fazer uma boa confissão.
O terceiro domingo da Quaresma nos convida a uma profunda reflexão sobre a urgência da conversão, tema central das leituras deste dia. Na primeira leitura 1, Deus se revela a Moisés como “Aquele que é” e manifesta Seu desejo de libertar o povo da escravidão. Essa passagem nos lembra que Deus não é indiferente ao sofrimento humano e está sempre pronto para intervir na história, mas espera a resposta daqueles que Ele chama. Assim como Moisés foi convocado para uma missão, também nós somos chamados a cumprir o plano divino com fé e obediência.
O Salmo 102 nos lembra que o Senhor é misericordioso e compassivo, pronto a perdoar aqueles que se voltam para Ele. Contudo, a segunda leitura 5 nos adverte contra a presunção espiritual. São Paulo recorda que muitos israelitas receberam graças extraordinárias, mas pereceram no deserto por sua infidelidade. Essa passagem nos ensina que não basta fazer parte do povo de Deus; é preciso perseverar e dar frutos.
No Evangelho (Lc 13,1-9), Jesus reforça essa mensagem ao falar das tragédias ocorridas com os galileus e aqueles sobre os quais desabou a torre de Siloé. Ele deixa claro que esses eventos não são somente desgraças, mas sinalizam a necessidade de conversão para todos. A parábola da figueira estéril, que encerra o Evangelho, ilustra a paciência divina: Deus nos concede tempo e oportunidades para nos arrependermos, mas esse tempo não é infinito.
Assim, a liturgia deste domingo nos ensina que a conversão deve ser levada a sério e não pode ser adiada. Deus é paciente e misericordioso, mas espera de nós uma resposta concreta. Que este tempo quaresmal seja um verdadeiro retorno ao Senhor, para que possamos dar frutos de santidade e viver conforme a Sua vontade.
Leia também os artigos sobre a liturgia dos domingos anteriores:
– Primeiro domingo
– Segundo domingo
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Confira o que as leituras deste terceiro domingo da Quaresma têm a nos ensinar.
Tendo já percorrido um bom trecho da Quaresma, a liturgia insiste em nos recordar da necessidade de conversão para que façamos uma frutuosa Páscoa. Neste terceiro domingo, vamos percorrer um caminho de encontro com o Senhor para compreender a urgência da conversão nas nossas vidas.
A liturgia deste terceiro domingo de Quaresma nos convida a um profundo exame de consciência sobre nosso relacionamento com Deus e nossa resposta ao Seu chamado. O caminho quaresmal é um tempo de conversão, que exige de nós um recomeço constante, uma renovação do compromisso de buscar a Deus com um coração sincero.
As leituras deste domingo nos mostram que a paciência divina não deve ser confundida com passividade: Deus espera o nosso arrependimento e quer nos perdoar, mas também nos alerta sobre as consequências da indiferença espiritual.
Confira como viver bem a Quaresma em 5 dicas práticas.
Na primeira leitura, retirada do livro do Êxodo 1, contemplamos o chamado de Moisés diante da sarça ardente. Deus se revela como o Senhor da história e manifesta Seu desejo de libertar Seu povo da escravidão no Egito.
“Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, conheço os seus sofrimentos. Desci para libertá-los das mãos dos egípcios, e fazê-los sair daquele país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel” 2
Neste encontro, Deus se apresenta a Moisés com um nome que atravessa os séculos: “Eu sou aquele que sou” 3. Esse nome expressa Sua eternidade e fidelidade. Assim como Deus ouviu o clamor do povo no Egito e veio ao seu encontro, Ele continua atento ao sofrimento da humanidade e nos chama à conversão.
O Salmo deste domingo é retirado do Salmo 102(103) e proclama a misericórdia e a segurança de Deus. O refrão ressoa como um lembrete da paciência divina: “O Senhor é bondoso e compassivo.” 4
Este Salmo nos convida a confiar no amor de Deus, que não nos trata conforme nossos pecados, mas nos envolve com sua misericórdia. Ele perdoa nossas faltas, cura nossas feridas e nos concede uma nova oportunidade de recomeçar. Assim como Deus libertou Israel do Egito, Ele continua a nos resgatar do pecado e a nos chamar à conversão. Diante desse amor infinito, somos convidados a louvá-lo e a responder com um coração renovado.
“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!”
Na segunda leitura 5, São Paulo exorta os coríntios a aprenderem com a história do povo de Israel. Ele recorda como os israelitas foram guiados por Deus no deserto, protegidos pela nuvem, passaram pelo mar e se alimentaram do maná e da água que brotou da rocha. No entanto, apesar dessas graças, muitos caíram na idolatria e na desobediência, não entrando na Terra Prometida.
O apóstolo usa esse exemplo para dizer aos cristãos: receber os dons de Deus não basta, é preciso permanecer fiel. Paulo lembra essa verdade, a fim de que os coríntios não caíssem na mesma tentação e perdessem, por fim, a graça de Deus e a “terra prometida”, o céu. Assim, sua advertência final é clara: “Aquele, pois, que julga estar de pé, tome cuidado para não cair” 6. Isso nos convida a um exame sincero de consciência, lembrando-nos de que a conversão deve ser contínua, pois sem vigilância e humildade corremos o risco de nos afastarmos de Deus.
Você já conhece a história da conversão de São Paulo?
O Evangelho deste terceiro domingo da Quaresma é retirado de Lucas 13,1-9 e nos apresenta uma forte exortação à conversão. Jesus, ao ouvir relatos sobre a morte de alguns galileus por ordem de Pilatos, questiona seus ouvintes: “Pensais que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, perecereis do mesmo modo.” 7.
Deus nos fala de maneira clara por meio de dois caminhos: os acontecimentos dolorosos e a pregação. As tragédias mencionadas no Evangelho — a morte dos galileus e o desabamento da torre de Siloé — são sinais que nos despertam para a realidade da vida e da necessidade de conversão. O mundo, muitas vezes, caminha em desordem, distante de Deus, e esses eventos servem como um alerta para que reflitamos sobre nossa existência.
No entanto, o sofrimento por si só não é suficiente para transformar o coração humano. Por isso, Deus também nos fala através da pregação, como vemos na parábola da figueira. Esse ensinamento revela a paciência divina: Deus, em sua misericórdia, nos concede tempo para nos arrependermos e buscarmos o seu perdão.
Mas precisamos nos lembrar também que esse tempo não é infinito, e a Quaresma é um momento propício para essa mudança, pois Deus nos chama a produzir frutos de santidade e a viver plenamente sua graça.
“Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás”. 8
Entenda como fazer uma boa confissão.
O terceiro domingo da Quaresma nos convida a uma profunda reflexão sobre a urgência da conversão, tema central das leituras deste dia. Na primeira leitura 1, Deus se revela a Moisés como “Aquele que é” e manifesta Seu desejo de libertar o povo da escravidão. Essa passagem nos lembra que Deus não é indiferente ao sofrimento humano e está sempre pronto para intervir na história, mas espera a resposta daqueles que Ele chama. Assim como Moisés foi convocado para uma missão, também nós somos chamados a cumprir o plano divino com fé e obediência.
O Salmo 102 nos lembra que o Senhor é misericordioso e compassivo, pronto a perdoar aqueles que se voltam para Ele. Contudo, a segunda leitura 5 nos adverte contra a presunção espiritual. São Paulo recorda que muitos israelitas receberam graças extraordinárias, mas pereceram no deserto por sua infidelidade. Essa passagem nos ensina que não basta fazer parte do povo de Deus; é preciso perseverar e dar frutos.
No Evangelho (Lc 13,1-9), Jesus reforça essa mensagem ao falar das tragédias ocorridas com os galileus e aqueles sobre os quais desabou a torre de Siloé. Ele deixa claro que esses eventos não são somente desgraças, mas sinalizam a necessidade de conversão para todos. A parábola da figueira estéril, que encerra o Evangelho, ilustra a paciência divina: Deus nos concede tempo e oportunidades para nos arrependermos, mas esse tempo não é infinito.
Assim, a liturgia deste domingo nos ensina que a conversão deve ser levada a sério e não pode ser adiada. Deus é paciente e misericordioso, mas espera de nós uma resposta concreta. Que este tempo quaresmal seja um verdadeiro retorno ao Senhor, para que possamos dar frutos de santidade e viver conforme a Sua vontade.
Leia também os artigos sobre a liturgia dos domingos anteriores:
– Primeiro domingo
– Segundo domingo