Espiritualidade

Terceiro domingo da Quaresma: liturgia e ensinamentos

Entenda o que a Igreja nos ensina por meio da liturgia do terceiro domingo da Quaresma, meditando cada uma das leituras.

Terceiro domingo da Quaresma: liturgia e ensinamentos
Espiritualidade

Terceiro domingo da Quaresma: liturgia e ensinamentos

Entenda o que a Igreja nos ensina por meio da liturgia do terceiro domingo da Quaresma, meditando cada uma das leituras.

Data da Publicação: 06/03/2026
Tempo de leitura:
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica
Data da Publicação: 06/03/2026
Tempo de leitura:
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica

Confira o que as leituras deste terceiro domingo da Quaresma têm a nos ensinar.

Tendo já percorrido um bom trecho da Quaresma, a liturgia continua a nos recordar da necessidade de conversão para que possamos nos preparar bem para a Páscoa. Neste terceiro domingo, acompanhamos o povo de Israel no deserto e, no Evangelho, o encontro de Jesus com a mulher samaritana — dois momentos que nos ajudam a compreender a nossa sede de Deus e a necessidade de voltar o coração para Ele.

O que celebramos no terceiro domingo da Quaresma?

A liturgia deste terceiro domingo de Quaresma nos convida a um profundo exame de consciência sobre nosso relacionamento com Deus e nossa resposta ao Seu chamado. O caminho quaresmal é um tempo de conversão, que exige de nós um recomeço constante, uma renovação do compromisso de buscar a Deus com um coração sincero. 

As leituras deste domingo nos mostram que a paciência divina não deve ser confundida com passividade: Deus espera o nosso arrependimento e quer nos perdoar, mas também nos alerta sobre as consequências da indiferença espiritual.

Confira como viver bem a Quaresma em 5 dicas práticas.

Quais são as leituras do terceiro domingo da Quaresma?

Primeira Leitura

Na primeira leitura (Ex 17,3-7), o povo de Israel está atravessando o deserto e começa a sofrer com a sede. Diante da dificuldade, eles passam a reclamar contra Moisés e até a questionar se Deus realmente está no meio deles.

Moisés então clama ao Senhor. Deus manda que ele bata com a vara sobre a rocha no monte Horeb, e da pedra brota água para o povo beber.

Essa passagem mostra como, mesmo quando o povo duvida e murmura, Deus não abandona os seus. Também em nossa vida, nos momentos de dificuldade ou de deserto espiritual, o Senhor continua cuidando de nós e nos oferecendo aquilo de que realmente precisamos.

Salmo

O Salmo 94(95) é um convite à oração e à confiança em Deus. Ele começa com um chamado à alegria: somos convidados a louvar o Senhor, o “Rochedo que nos salva”, reconhecendo que Ele é o nosso Deus e nós somos o seu povo, o rebanho que Ele conduz.

Ao mesmo tempo, o salmo traz também um alerta importante: “Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor”. A lembrança de Massa e Meriba retoma justamente o episódio da primeira leitura, quando o povo duvidou da presença de Deus no deserto.A liturgia nos convida, portanto, a fazer o contrário: abrir o coração para escutar o Senhor. A Quaresma é um tempo favorável para isso, um tempo de conversão, em que somos chamados a ouvir a voz de Deus com mais atenção e confiança.

Segunda Leitura

Na segunda leitura (Rm 5,1-2.5-8), São Paulo recorda aos cristãos que fomos justificados pela fé e que, por meio de Jesus Cristo, estamos em paz com Deus. É por Ele que recebemos a graça e podemos viver na esperança da glória de Deus.

O apóstolo também nos lembra que essa esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. A maior prova desse amor é o próprio sacrifício de Cristo, que morreu por nós quando ainda éramos pecadores.

Essa leitura nos convida a contemplar a profundidade do amor de Deus. Mesmo em nossa fraqueza e pecado, o Senhor tomou a iniciativa de nos salvar e de nos oferecer uma vida nova em Cristo.

Evangelho

No Evangelho deste domingo (Jo 4,5-42), Jesus encontra uma mulher samaritana junto ao poço de Jacó. Cansado da viagem, Ele pede: “Dá-me de beber”. A partir desse pedido simples começa um diálogo profundo, no qual Jesus revela que pode oferecer uma água viva, capaz de saciar a sede mais profunda do coração humano.

Aos poucos, a mulher percebe que está diante de alguém muito maior do que imaginava. Jesus revela sua vida, fala da verdadeira adoração a Deus “em espírito e verdade” e finalmente se apresenta como o Messias. Tocada por esse encontro, ela deixa o cântaro, vai até a cidade e anuncia aos outros aquilo que experimentou. Muitos passam a acreditar em Jesus por causa do seu testemunho.

Esse Evangelho dialoga diretamente com as outras leituras. Na primeira leitura, Deus faz brotar água da rocha para saciar a sede do povo no deserto. Aqui, porém, Jesus revela que Ele mesmo é a fonte da água que conduz à vida eterna. Já a segunda leitura nos recorda que o amor de Deus foi derramado em nossos corações — e é esse amor que transforma a vida da mulher samaritana depois de encontrar Cristo.

Neste terceiro domingo da Quaresma, a liturgia nos convida a reconhecer também a nossa própria sede: sede de Deus, de sentido, de vida verdadeira. E nos lembra que somente Cristo pode saciá-la plenamente.

O que o terceiro domingo da Quaresma nos ensina?

As leituras deste domingo mostram que o coração humano tem sede de algo que o mundo não pode oferecer. No deserto, o povo de Israel sofre com a sede e começa a duvidar da presença de Deus. Mesmo assim, o Senhor não abandona o seu povo e faz brotar água da rocha.

No Evangelho, Jesus aprofunda ainda mais esse ensinamento. Ao encontrar a mulher samaritana, Ele revela que pode oferecer uma água que se torna fonte de vida eterna. Trata-se da graça de Deus, capaz de transformar o coração e dar um novo sentido à vida.

A Quaresma é justamente esse tempo em que somos convidados a reconhecer nossa sede espiritual e a nos aproximar novamente do Senhor. Só Ele pode preencher o coração humano e nos conduzir à vida verdadeira.

Leia também os artigos sobre a liturgia dos domingos anteriores:
Primeiro domingo
Segundo domingo

Redação Minha Biblioteca Católica

O maior clube de leitores católicos do Brasil.

Confira o que as leituras deste terceiro domingo da Quaresma têm a nos ensinar.

Tendo já percorrido um bom trecho da Quaresma, a liturgia continua a nos recordar da necessidade de conversão para que possamos nos preparar bem para a Páscoa. Neste terceiro domingo, acompanhamos o povo de Israel no deserto e, no Evangelho, o encontro de Jesus com a mulher samaritana — dois momentos que nos ajudam a compreender a nossa sede de Deus e a necessidade de voltar o coração para Ele.

O que celebramos no terceiro domingo da Quaresma?

A liturgia deste terceiro domingo de Quaresma nos convida a um profundo exame de consciência sobre nosso relacionamento com Deus e nossa resposta ao Seu chamado. O caminho quaresmal é um tempo de conversão, que exige de nós um recomeço constante, uma renovação do compromisso de buscar a Deus com um coração sincero. 

As leituras deste domingo nos mostram que a paciência divina não deve ser confundida com passividade: Deus espera o nosso arrependimento e quer nos perdoar, mas também nos alerta sobre as consequências da indiferença espiritual.

Confira como viver bem a Quaresma em 5 dicas práticas.

Quais são as leituras do terceiro domingo da Quaresma?

Primeira Leitura

Na primeira leitura (Ex 17,3-7), o povo de Israel está atravessando o deserto e começa a sofrer com a sede. Diante da dificuldade, eles passam a reclamar contra Moisés e até a questionar se Deus realmente está no meio deles.

Moisés então clama ao Senhor. Deus manda que ele bata com a vara sobre a rocha no monte Horeb, e da pedra brota água para o povo beber.

Essa passagem mostra como, mesmo quando o povo duvida e murmura, Deus não abandona os seus. Também em nossa vida, nos momentos de dificuldade ou de deserto espiritual, o Senhor continua cuidando de nós e nos oferecendo aquilo de que realmente precisamos.

Salmo

O Salmo 94(95) é um convite à oração e à confiança em Deus. Ele começa com um chamado à alegria: somos convidados a louvar o Senhor, o “Rochedo que nos salva”, reconhecendo que Ele é o nosso Deus e nós somos o seu povo, o rebanho que Ele conduz.

Ao mesmo tempo, o salmo traz também um alerta importante: “Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor”. A lembrança de Massa e Meriba retoma justamente o episódio da primeira leitura, quando o povo duvidou da presença de Deus no deserto.A liturgia nos convida, portanto, a fazer o contrário: abrir o coração para escutar o Senhor. A Quaresma é um tempo favorável para isso, um tempo de conversão, em que somos chamados a ouvir a voz de Deus com mais atenção e confiança.

Segunda Leitura

Na segunda leitura (Rm 5,1-2.5-8), São Paulo recorda aos cristãos que fomos justificados pela fé e que, por meio de Jesus Cristo, estamos em paz com Deus. É por Ele que recebemos a graça e podemos viver na esperança da glória de Deus.

O apóstolo também nos lembra que essa esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. A maior prova desse amor é o próprio sacrifício de Cristo, que morreu por nós quando ainda éramos pecadores.

Essa leitura nos convida a contemplar a profundidade do amor de Deus. Mesmo em nossa fraqueza e pecado, o Senhor tomou a iniciativa de nos salvar e de nos oferecer uma vida nova em Cristo.

Evangelho

No Evangelho deste domingo (Jo 4,5-42), Jesus encontra uma mulher samaritana junto ao poço de Jacó. Cansado da viagem, Ele pede: “Dá-me de beber”. A partir desse pedido simples começa um diálogo profundo, no qual Jesus revela que pode oferecer uma água viva, capaz de saciar a sede mais profunda do coração humano.

Aos poucos, a mulher percebe que está diante de alguém muito maior do que imaginava. Jesus revela sua vida, fala da verdadeira adoração a Deus “em espírito e verdade” e finalmente se apresenta como o Messias. Tocada por esse encontro, ela deixa o cântaro, vai até a cidade e anuncia aos outros aquilo que experimentou. Muitos passam a acreditar em Jesus por causa do seu testemunho.

Esse Evangelho dialoga diretamente com as outras leituras. Na primeira leitura, Deus faz brotar água da rocha para saciar a sede do povo no deserto. Aqui, porém, Jesus revela que Ele mesmo é a fonte da água que conduz à vida eterna. Já a segunda leitura nos recorda que o amor de Deus foi derramado em nossos corações — e é esse amor que transforma a vida da mulher samaritana depois de encontrar Cristo.

Neste terceiro domingo da Quaresma, a liturgia nos convida a reconhecer também a nossa própria sede: sede de Deus, de sentido, de vida verdadeira. E nos lembra que somente Cristo pode saciá-la plenamente.

O que o terceiro domingo da Quaresma nos ensina?

As leituras deste domingo mostram que o coração humano tem sede de algo que o mundo não pode oferecer. No deserto, o povo de Israel sofre com a sede e começa a duvidar da presença de Deus. Mesmo assim, o Senhor não abandona o seu povo e faz brotar água da rocha.

No Evangelho, Jesus aprofunda ainda mais esse ensinamento. Ao encontrar a mulher samaritana, Ele revela que pode oferecer uma água que se torna fonte de vida eterna. Trata-se da graça de Deus, capaz de transformar o coração e dar um novo sentido à vida.

A Quaresma é justamente esse tempo em que somos convidados a reconhecer nossa sede espiritual e a nos aproximar novamente do Senhor. Só Ele pode preencher o coração humano e nos conduzir à vida verdadeira.

Leia também os artigos sobre a liturgia dos domingos anteriores:
Primeiro domingo
Segundo domingo

Cadastre-se para receber nossos conteúdos exclusivos e fique por dentro de todas as novidades!

Insira seu nome e e-mail para receber atualizações da MBC.
Selecione os conteúdos que mais te interessam e fique por dentro de todas as novidades!

Ao clicar em quero assinar você declara aceita receber conteúdos em seu email e concorda com a nossa política de privacidade.

Presente para sua Quaresma
Receba gratuitamente a meditação
Informe seu e-mail e receba uma meditação em PDF do clássico Preparação para a Morte, de Santo Afonso de Ligório.