Formação

Quem é o Cardeal Robert Sarah?

Você sabe quem é o Cardeal Robert Sarah? Conheça um pouco da sua biografia, sua posição na igreja e contribuições.

Quem é o Cardeal Robert Sarah?
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Quem é o Cardeal Robert Sarah?

Você sabe quem é o Cardeal Robert Sarah? Conheça um pouco da sua biografia, sua posição na igreja e contribuições.

Data da Publicação: 31/05/2024
Tempo de leitura:
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica
Data da Publicação: 31/05/2024
Tempo de leitura:
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica

Aqui, vamos explorar a influência e o legado do Cardeal Robert Sarah, conhecido por sua defesa fervorosa das tradições litúrgicas e dos valores morais. Sarah tem se destacado como uma grande voz em tempos de crescente secularização.

Também conhecer um pouco da sua biografia, bem como a sua firme posição em questões morais e sociais, além da inspiração que ele traz aos católicos ao redor do mundo. Convidamos você a descobrir como suas ações e ensinamentos continuam a moldar a fé e a prática católica.

Biografia

O Cardeal Robert Sarah, Prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e Arcebispo emérito de Conacri, nasceu em 15 de junho de 1945 em Ourous, Guiné. Proveniente de uma família humilde, ele deixou sua casa após o ensino médio para estudar no seminário menor em Bingerville, na Costa do Marfim. Com a independência da Guiné em 1958, retornou ao seu país natal e completou seus estudos.

Ele foi ordenado sacerdote em 20 de julho de 1969, em Conacri. Após a ordenação, continuou sua formação acadêmica, obtendo sua licenciatura em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, e outra licenciatura em Escritura no Studium Biblicum Franciscanum em Jerusalém.

Depois de concluir seus estudos, Sarah foi nomeado reitor do seminário menor de Kindia e serviu como pároco em várias paróquias. Entre elas, Bokè, Katace, Koundara e sua cidade natal, Ourous. Sua dedicação e liderança levaram-no a ser nomeado Arcebispo de Conacri em 13 de agosto de 1979, aos 34 anos. Isso fez dele o bispo mais jovem do mundo na época, apelidado de “o bispo bebê” por João Paulo II. Foi consagrado arcebispo em 8 de dezembro de 1979.

Em 2001, o Papa João Paulo II o nomeou secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos. Anos depois, em 2010, o Papa Bento XVI o nomeou presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum“. E, em 2014, o Papa Francisco o nomeou Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, posição que ocupou até fevereiro de 2021.

Cardeal desde 2010, Sarah participou do conclave que elegeu o Papa Francisco em 2013. Ao longo de sua trajetória, foi membro de diversos dicastérios e comitês do Vaticano, contribuindo significativamente para a vida da Igreja.1

Seu serviço e contribuições para a Igreja

O Cardeal Robert Sarah desenvolveu uma profunda relação com o Papa Emérito Bento XVI. Ambos compartilham uma visão teológica e espiritual marcada por um profundo respeito pela tradição da Igreja e pela centralidade de Deus na vida dos fiéis. Sarah frequentemente elogia Bento XVI por sua clareza doutrinal e espiritualidade profunda, evidenciando a influência significativa do Papa Emérito em sua vida.

Em suas várias funções de liderança, Sarah tem trabalhado incansavelmente na promoção dos valores do evangelho. Como presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum“, ele coordenou as iniciativas de caridade da Igreja, levando alívio e esperança a populações carentes em todo o mundo. E como prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, ele enfatizou a necessidade de uma liturgia reverente e fiel às tradições da Igreja. Sempre buscando realçar a sacralidade do culto divino.

Além disso, o Cardeal Sarah é amplamente reconhecido por suas publicações e pronunciamentos que abordam questões cruciais para a fé católica. A defesa da vida, da família e da liturgia estão entre os temas principais. Seus livros, como “Deus ou Nada” e “A Força do Silêncio”, são meditações sobre a necessidade de recolocar Deus no centro de nossas vidas em um mundo cada vez mais secularizado.

Em seus discursos e entrevistas, ele não hesita em abordar a crise atual da Igreja, apontando que muitos padres e fiéis perderam o sentido do sagrado.

Cardeal Robert Sarah com Bento XVI. Crédito da imagem: Templário de Maria.

Conheça a Santa Missa ao longo da história.

Posições teológicas e doutrinais

Cardeal Sarah é bastante conhecido por suas firmes posições teológicas e doutrinais, especialmente quando se trata da liturgia, da moralidade e da doutrina social da Igreja. Na liturgia, ele é um defensor ardente da reverência e da sacralidade. Ele destaca que a liturgia deve ser um momento de encontro profundo com Deus, longe das distrações modernas.

“Este é, precisamente, o papel da liturgia: adorar a Deus e comunicar a graça divina às almas” e acrescenta “Quando a liturgia está doente, toda a Igreja está em perigo, porque a sua relação com Deus não está só debilitada, mas profundamente danificada”. 1

Em relação à moralidade, Cardeal Sarah é um ardente defensor da vida, desde a concepção até a morte natural, e se posiciona firmemente contra o aborto e a eutanásia. Além disso, ele sustenta a visão tradicional da Igreja sobre o matrimônio, afirmando que é uma união entre um homem e uma mulher, e considera a família a célula fundamental da sociedade. Em suas publicações e livros, Sarah aborda frequentemente a crise moral da sociedade contemporânea, descrevendo-a como uma crise de Deus e uma crise de fé.

A família é verdadeiramente uma escola de amor e de doação. As organizações públicas ou privadas que incitam à destruição da vida na sua fonte ou na sua flor merecem ser consideradas máquinas de guerra que matam o amor e os seus frutos e destroem a família. Com efeito, a partir do momento em que o lugar por excelência de acolhimento da vida se torna um dos lugares onde a vida é sufocada e destruída, a família só pode definhar. Este declínio da família foi iniciado pela banalização da contracepção hormonal, na qual alguns viram o passo que era necessário percorrer para banalizar o aborto. 2

Na doutrina social da Igreja, Sarah enfatiza a importância da justiça e da caridade. Como presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum“, ele coordenou ações de caridade que respeitam a dignidade humana e promovem o desenvolvimento integral. Ele sublinha que tais obras devem ser inspiradas pela fé e não reduzidas a mera filantropia. Numa Conferência na Universidade de Friburgo, Sarah aponta três dimensões que definem a ação caritativa da Igreja

[…] primeiro, como assistência e serviços próximos das pessoas; segundo, como iniciação à fraternidade e à compaixão mútua, permitindo que muitos indivíduos cooperem para o bem de todos; e terceiro, como compromisso profético para iluminar as consciências para obter justiça no campo político-social. 3

Cardeal Sarah e a defesa da tradição

A defesa da liturgia tradicional e da adoração reverente são características centrais do ministério e dos escritos do Cardeal Robert Sarah. Assim, muitos o conhecem especialmente pelo seu compromisso inabalável com a preservação e a promoção da tradição na vida e na prática católica.

Em várias ocasiões, Sarah encorajou os padres a celebrarem a Missa “ad orientem“, ou seja, voltados para o altar. Desse modo, afirmava que tal prática recentra a liturgia em Deus e reforça o sentido de sacralidade. Quando era Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, trabalhava para promover diretrizes que respeitassem a tradição litúrgica da Igreja.

Além disso, o Cardeal Sarah enfatiza a necessidade de silêncio e reverência na adoração. Em seu livro “A Força do Silêncio”, defende o silêncio como meio de encontrar Deus e cultivar uma espiritualidade profunda. Ele também defende firmemente as tradições litúrgicas, a fim de que Deus ocupe o centro e os fiéis O adorem de forma verdadeira. Aliás, seu modo de celebrar a Missa, marcado por tamanha reverência e atenção ao silêncio, serve de exemplo para os fiéis.

Por fim, em livros como “Deus ou Nada”, Sarah discute a importância de manter-se fiel às tradições da Igreja em meio aos desafios modernos. Ele critica o relativismo e o secularismo, que enfraquecem a fé católica. Nas suas homilias e palestras, aborda a necessidade de redescobrir as raízes da tradição, argumentando que a verdadeira renovação vem através da fidelidade às práticas tradicionais, isto é, as que tem Deus como centro, afinal

“Se Deus não está no centro da vida da Igreja, então ela corre o risco de morrer.” 4

Influência e legado

A influência do Cardeal Robert Sarah se manifesta principalmente em duas áreas: a liturgia e a doutrina moral. Ele se mantém firme na defesa das tradições litúrgicas. Além disso, sua postura firme na defesa dos ensinamentos morais, especialmente em questões relacionadas à família e ao casamento, tem sido uma fonte de inspiração para muitos católicos que buscam alicerces sólidos em meio às mudanças sociais e culturais.

Desse modo, sua posição tem fortalecido a confiança na doutrina tradicional da Igreja e incentivado os fiéis a refletirem questões de moralidade cristã nos tempos modernos. O legado do Cardeal Sarah evidencia-se pelo impacto duradouro que suas contribuições têm tido na revitalização das práticas litúrgicas e na reafirmação dos valores morais. Seu compromisso com a preservação da tradição e sua defesa inabalável da fé católica continuam a contribuir para a vida da Igreja. Isso inspira os fiéis a um retorno às suas raízes e tradições com o intuito de dar a devida glória a Deus.

E agora, que tal conhecer agora sobre a vida do Venerável Fulton Sheen?

  1. Disponível em: Vatican News, Biografia do Cardeal Robert Sarah ↩︎

Referências

  1. Entrevista para o jornal italiano Il Foglio[]
  2. VATICANO. Pontifício Conselho “Cor Unum”. Homilia do Cardeal Robert Sarah para as famílias no Santuário mariano de Mont Sion, Gikungu, Burundi[]
  3. VATICANO. Pontifical Council “Cor Unum”. Confêrencia do Cardeal Robert Sarah a la Universidade de Friburgo (Alemanha), Faculdade de Teologia: “A dimensão eclesial da caridade”, Friburgo, Alemanha (23 de abril de 2013[]
  4. Entrevista ao jornal italiano Il Foglio, publicada em 10 de março de 2021[]

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    Aqui, vamos explorar a influência e o legado do Cardeal Robert Sarah, conhecido por sua defesa fervorosa das tradições litúrgicas e dos valores morais. Sarah tem se destacado como uma grande voz em tempos de crescente secularização.

    Também conhecer um pouco da sua biografia, bem como a sua firme posição em questões morais e sociais, além da inspiração que ele traz aos católicos ao redor do mundo. Convidamos você a descobrir como suas ações e ensinamentos continuam a moldar a fé e a prática católica.

    Biografia

    O Cardeal Robert Sarah, Prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e Arcebispo emérito de Conacri, nasceu em 15 de junho de 1945 em Ourous, Guiné. Proveniente de uma família humilde, ele deixou sua casa após o ensino médio para estudar no seminário menor em Bingerville, na Costa do Marfim. Com a independência da Guiné em 1958, retornou ao seu país natal e completou seus estudos.

    Ele foi ordenado sacerdote em 20 de julho de 1969, em Conacri. Após a ordenação, continuou sua formação acadêmica, obtendo sua licenciatura em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, e outra licenciatura em Escritura no Studium Biblicum Franciscanum em Jerusalém.

    Depois de concluir seus estudos, Sarah foi nomeado reitor do seminário menor de Kindia e serviu como pároco em várias paróquias. Entre elas, Bokè, Katace, Koundara e sua cidade natal, Ourous. Sua dedicação e liderança levaram-no a ser nomeado Arcebispo de Conacri em 13 de agosto de 1979, aos 34 anos. Isso fez dele o bispo mais jovem do mundo na época, apelidado de “o bispo bebê” por João Paulo II. Foi consagrado arcebispo em 8 de dezembro de 1979.

    Em 2001, o Papa João Paulo II o nomeou secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos. Anos depois, em 2010, o Papa Bento XVI o nomeou presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum“. E, em 2014, o Papa Francisco o nomeou Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, posição que ocupou até fevereiro de 2021.

    Cardeal desde 2010, Sarah participou do conclave que elegeu o Papa Francisco em 2013. Ao longo de sua trajetória, foi membro de diversos dicastérios e comitês do Vaticano, contribuindo significativamente para a vida da Igreja.1

    Seu serviço e contribuições para a Igreja

    O Cardeal Robert Sarah desenvolveu uma profunda relação com o Papa Emérito Bento XVI. Ambos compartilham uma visão teológica e espiritual marcada por um profundo respeito pela tradição da Igreja e pela centralidade de Deus na vida dos fiéis. Sarah frequentemente elogia Bento XVI por sua clareza doutrinal e espiritualidade profunda, evidenciando a influência significativa do Papa Emérito em sua vida.

    Em suas várias funções de liderança, Sarah tem trabalhado incansavelmente na promoção dos valores do evangelho. Como presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum“, ele coordenou as iniciativas de caridade da Igreja, levando alívio e esperança a populações carentes em todo o mundo. E como prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, ele enfatizou a necessidade de uma liturgia reverente e fiel às tradições da Igreja. Sempre buscando realçar a sacralidade do culto divino.

    Além disso, o Cardeal Sarah é amplamente reconhecido por suas publicações e pronunciamentos que abordam questões cruciais para a fé católica. A defesa da vida, da família e da liturgia estão entre os temas principais. Seus livros, como “Deus ou Nada” e “A Força do Silêncio”, são meditações sobre a necessidade de recolocar Deus no centro de nossas vidas em um mundo cada vez mais secularizado.

    Em seus discursos e entrevistas, ele não hesita em abordar a crise atual da Igreja, apontando que muitos padres e fiéis perderam o sentido do sagrado.

    Cardeal Robert Sarah com Bento XVI. Crédito da imagem: Templário de Maria.

    Conheça a Santa Missa ao longo da história.

    Posições teológicas e doutrinais

    Cardeal Sarah é bastante conhecido por suas firmes posições teológicas e doutrinais, especialmente quando se trata da liturgia, da moralidade e da doutrina social da Igreja. Na liturgia, ele é um defensor ardente da reverência e da sacralidade. Ele destaca que a liturgia deve ser um momento de encontro profundo com Deus, longe das distrações modernas.

    “Este é, precisamente, o papel da liturgia: adorar a Deus e comunicar a graça divina às almas” e acrescenta “Quando a liturgia está doente, toda a Igreja está em perigo, porque a sua relação com Deus não está só debilitada, mas profundamente danificada”. 1

    Em relação à moralidade, Cardeal Sarah é um ardente defensor da vida, desde a concepção até a morte natural, e se posiciona firmemente contra o aborto e a eutanásia. Além disso, ele sustenta a visão tradicional da Igreja sobre o matrimônio, afirmando que é uma união entre um homem e uma mulher, e considera a família a célula fundamental da sociedade. Em suas publicações e livros, Sarah aborda frequentemente a crise moral da sociedade contemporânea, descrevendo-a como uma crise de Deus e uma crise de fé.

    A família é verdadeiramente uma escola de amor e de doação. As organizações públicas ou privadas que incitam à destruição da vida na sua fonte ou na sua flor merecem ser consideradas máquinas de guerra que matam o amor e os seus frutos e destroem a família. Com efeito, a partir do momento em que o lugar por excelência de acolhimento da vida se torna um dos lugares onde a vida é sufocada e destruída, a família só pode definhar. Este declínio da família foi iniciado pela banalização da contracepção hormonal, na qual alguns viram o passo que era necessário percorrer para banalizar o aborto. 2

    Na doutrina social da Igreja, Sarah enfatiza a importância da justiça e da caridade. Como presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum“, ele coordenou ações de caridade que respeitam a dignidade humana e promovem o desenvolvimento integral. Ele sublinha que tais obras devem ser inspiradas pela fé e não reduzidas a mera filantropia. Numa Conferência na Universidade de Friburgo, Sarah aponta três dimensões que definem a ação caritativa da Igreja

    […] primeiro, como assistência e serviços próximos das pessoas; segundo, como iniciação à fraternidade e à compaixão mútua, permitindo que muitos indivíduos cooperem para o bem de todos; e terceiro, como compromisso profético para iluminar as consciências para obter justiça no campo político-social. 3

    Cardeal Sarah e a defesa da tradição

    A defesa da liturgia tradicional e da adoração reverente são características centrais do ministério e dos escritos do Cardeal Robert Sarah. Assim, muitos o conhecem especialmente pelo seu compromisso inabalável com a preservação e a promoção da tradição na vida e na prática católica.

    Em várias ocasiões, Sarah encorajou os padres a celebrarem a Missa “ad orientem“, ou seja, voltados para o altar. Desse modo, afirmava que tal prática recentra a liturgia em Deus e reforça o sentido de sacralidade. Quando era Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, trabalhava para promover diretrizes que respeitassem a tradição litúrgica da Igreja.

    Além disso, o Cardeal Sarah enfatiza a necessidade de silêncio e reverência na adoração. Em seu livro “A Força do Silêncio”, defende o silêncio como meio de encontrar Deus e cultivar uma espiritualidade profunda. Ele também defende firmemente as tradições litúrgicas, a fim de que Deus ocupe o centro e os fiéis O adorem de forma verdadeira. Aliás, seu modo de celebrar a Missa, marcado por tamanha reverência e atenção ao silêncio, serve de exemplo para os fiéis.

    Por fim, em livros como “Deus ou Nada”, Sarah discute a importância de manter-se fiel às tradições da Igreja em meio aos desafios modernos. Ele critica o relativismo e o secularismo, que enfraquecem a fé católica. Nas suas homilias e palestras, aborda a necessidade de redescobrir as raízes da tradição, argumentando que a verdadeira renovação vem através da fidelidade às práticas tradicionais, isto é, as que tem Deus como centro, afinal

    “Se Deus não está no centro da vida da Igreja, então ela corre o risco de morrer.” 4

    Influência e legado

    A influência do Cardeal Robert Sarah se manifesta principalmente em duas áreas: a liturgia e a doutrina moral. Ele se mantém firme na defesa das tradições litúrgicas. Além disso, sua postura firme na defesa dos ensinamentos morais, especialmente em questões relacionadas à família e ao casamento, tem sido uma fonte de inspiração para muitos católicos que buscam alicerces sólidos em meio às mudanças sociais e culturais.

    Desse modo, sua posição tem fortalecido a confiança na doutrina tradicional da Igreja e incentivado os fiéis a refletirem questões de moralidade cristã nos tempos modernos. O legado do Cardeal Sarah evidencia-se pelo impacto duradouro que suas contribuições têm tido na revitalização das práticas litúrgicas e na reafirmação dos valores morais. Seu compromisso com a preservação da tradição e sua defesa inabalável da fé católica continuam a contribuir para a vida da Igreja. Isso inspira os fiéis a um retorno às suas raízes e tradições com o intuito de dar a devida glória a Deus.

    E agora, que tal conhecer agora sobre a vida do Venerável Fulton Sheen?

    1. Disponível em: Vatican News, Biografia do Cardeal Robert Sarah ↩︎

    Referências

    1. Entrevista para o jornal italiano Il Foglio[]
    2. VATICANO. Pontifício Conselho “Cor Unum”. Homilia do Cardeal Robert Sarah para as famílias no Santuário mariano de Mont Sion, Gikungu, Burundi[]
    3. VATICANO. Pontifical Council “Cor Unum”. Confêrencia do Cardeal Robert Sarah a la Universidade de Friburgo (Alemanha), Faculdade de Teologia: “A dimensão eclesial da caridade”, Friburgo, Alemanha (23 de abril de 2013[]
    4. Entrevista ao jornal italiano Il Foglio, publicada em 10 de março de 2021[]

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