Formação

Pode comer carne na Sexta-feira Santa?

Pode comer carne na Sexta-feira Santa? Confira neste artigo o que a Igreja pede aos católicos a respeito de como viver este dia.

Pode comer carne na Sexta-feira Santa?
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Pode comer carne na Sexta-feira Santa?

Pode comer carne na Sexta-feira Santa? Confira neste artigo o que a Igreja pede aos católicos a respeito de como viver este dia.

Data da Publicação: 06/02/2024
Tempo de leitura:
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica
Data da Publicação: 06/02/2024
Tempo de leitura:
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica

Pode comer carne na Sexta-feira Santa? Confira neste artigo o que a Igreja pede aos católicos a respeito de como viver este dia.

A prática do jejum e da abstinência remonta a tempos antigos da Igreja. No Antigo Testamento, encontramos numerosas figuras que observaram o jejum e renunciaram aos seus próprios desejos para se aproximar de Cristo. Além disso, os santos deixaram para nós um legado de obediência à Santa Igreja, que inclui a adesão ao jejum e à abstinência sempre que recomendados por ela.

Infelizmente, ao longo do tempo, parte do significado daquilo que a Igreja lembra diariamente foi esquecido. Por exemplo, as quartas-feiras são dedicadas a São José, enquanto as quintas-feiras são voltadas para a Eucaristia. Ao compreender melhor o que a nossa fé recorda a cada dia, certas práticas se tornam mais evidentes para nós, como por que não comer carne na sexta-feira santa. Este artigo explora por que os católicos se abstêm de carne neste dia e qual o espírito com o qual devem vivenciá-lo.

Confira aqui uma meditação para a Sexta-feira Santa.

O que é a Sexta-feira Santa?

A sexta-feira santa representa os últimos momentos de Cristo na terra, marcando o término de Sua peregrinação neste mundo. Conhecida também como Sexta-feira da Paixão, é um dos dias mais significativos no calendário litúrgico da Igreja Católica. Pois, este dia, que a Igreja celebra todos os anos, marca a crucificação e morte do Filho de Deus, que sacrificou Sua vida para redimir a humanidade do pecado.

Este dia é, portanto, dedicado à penitência e ao jejum, convidando os fiéis a meditar sobre a Paixão e Morte de Cristo. Ao refletir sobre os últimos momentos de Jesus, Suas dores e Sua morte cruel por nós, recordamos o imenso amor que O conduziu à Cruz. Sua morte na Cruz abriu para nós o Céu, oferecendo-nos a possibilidade da salvação eterna. Quando contemplamos o Cristo crucificado, através da Via-Sacra ou de outras práticas devocionais, compreendemos a gravidade de nosso pecado e o preço pago por Nosso Senhor.

O ápice deste dia é a celebração da Paixão do Senhor, às 15h, o horário em que Jesus Cristo entrega a Sua vida na Cruz. A liturgia deste dia é marcada por uma profunda sobriedade, refletindo o profundo respeito pela crucificação do Salvador. Durante essa celebração, acontece a liturgia da Palavra, a adoração da cruz e a comunhão eucarística. Conduzidos pelos relatos do Evangelho de São João, acompanhamos o sofrimento de Cristo até a Cruz — a flagelação, a coroação de espinhos e a crucificação.

Além disso, é comum nesta data que muitas paróquias encenem a Paixão de Cristo, através da meditação da Via-Crucis. Todas as práticas e propostas da Igreja neste dia têm como objetivo conduzir os católicos à conversão, destacando a gravidade do pecado e revelando o amor encarnado e a misericórdia presentes no Cristo Crucificado.

Saiba como viver bem a Semana Santa.

O espírito com que os católicos devem viver a Sexta-feira Santa

comer carne na sexta-feira santa e o espírito da sexta santa

Considerando o significado profundo da Sexta-feira Santa, torna-se evidente por que este é um dia dedicado ao silêncio, à meditação, ao jejum e à penitência. Neste dia, como católicos, devemos buscar meios de nos unir de forma mais profunda à Cristo. Nesse sentido, uma prática valiosa para realizar na sexta-feira santa é meditar sobre a Paixão de Cristo, por meio dos Evangelhos ou de leituras espirituais.

No entanto, é importante destacar que o espírito deste dia transcende a mera tristeza e luto. Cultivar a oração, a meditação e o jejum são práticas fundamentais para vivenciar bem a sexta-feira da paixão. Devemos, além disso, evitar as distrações e prazeres, mesmo os lícitos, para nos unirmos, ainda que de maneira modesta, aos sofrimentos de Cristo por meio de nossos próprios sacrifícios.

O cristianismo, longe de ignorar ou evitar o sofrimento, é uma religião que adentra profundamente no seu significado. O crucifixo é o nosso ícone central, e entre as nossas principais celebrações está a Paixão do Senhor, culminando na esperança da ressurreição.

[…] nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos […] 1

A sexta-feira santa é o dia em que reconhecemos o sacrifício supremo de Cristo por amor a nós, por isso adoramos a Santa Cruz. Honramos e beijamos o madeiro que nos trouxe à salvação.

Na Sexta-feira Santa somos convidados a adorar a Cruz para o dom da salvação que conseguimos através da sua vinda. Depois da ascese quaresmal o cristão está preparado para não fugir do sofrimento. 2

Neste espírito de oração, penitência e meditação, mergulhamos nos sofrimentos de Nosso Senhor. Ao compreendermos esse imenso amor, aprendemos a enfrentar nossos próprios sofrimentos, sabendo que a cruz não representa o fim, mas sim a promessa de um Deus vivo e ressuscitado que jamais nos abandona.

Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo. 3

Entenda como meditar os mistérios dolorosos, uma boa prática para fazer na sexta-feira santa.

Por que não comer carne na Sexta-feira Santa?

comer carne na sexta-feira santa substituir por pão e agua

A Sexta-feira Santa está inserida na Semana Maior. Esta semana, situada após a Quaresma e antecedendo o Tempo Pascal, é uma fase marcada, de maneira ainda mais profunda, pelo silêncio, jejum, penitência, além de práticas como a oração e a esmola. Todas essas ações sugeridas pela Igreja têm um propósito claro: a nossa conversão e a busca por uma união mais íntima com Deus.

Não comer carne na sexta-feira santa não é, portanto, uma prática vazia e desvinculada da fé. Ao contrário, é uma expressão concreta e intensa de nossa fé, um ato que busca uma união com os sofrimentos de Cristo. O jejum e a abstinência de carne durante a Sexta-feira Santa, assim como na Quarta-feira de Cinzas, são testemunhos de nossa fé, do nosso amor por Cristo e da obediência à orientação da Santa Igreja. 4

A abstinência de carne na Sexta-feira Santa não é simplesmente um ato de solidariedade para com Cristo crucificado, mas ela abre os nossos corações para a graça divina. Além disso, Jesus, por amor a nós, jejuou e suportou sofrimentos, e seguir Seu exemplo é uma maneira de expressarmos nosso amor por Ele. Essa é a resposta mais imediata à abstinência neste dia: o desejo de se unir, de forma mais profunda, ao amado.

Deixando o corpo passar algumas vontades, ouvimos melhor aquilo de que nossa alma precisa. São João da Cruz dizia “Nega os teus desejos e encontrarás o que deseja o teu coração” 5

Conforme lembra São João Paulo II, o jejum não se limita a uma simples renúncia material, mas busca introduzir equilíbrio e desprendimento, afastando-nos de uma mentalidade consumista. 6

Jejuar significa abster-se, renunciar a alguma coisa. Porque renunciar a alguma coisa? Porque privarmo-nos dela? (…) A renúncia às sensações, aos estímulos, aos prazeres e ainda ao alimento ou às bebidas, não é fim de si mesma. Deve apenas, por assim dizer, preparar o caminho para conteúdos mais profundos, de que se alimenta o homem interior“. 6

Que tal conhecer a liturgia da Semana Santa?

Que tipo de carne não podemos comer na Sexta-feira Santa?

O quarto mandamento da Igreja instrui os fiéis a praticarem o jejum e a abstinência de carne conforme as orientações da Santa Mãe Igreja. 4 A Sexta-feira Santa é um desses dias especiais que demandam essa prática. Diante disso, muitos fiéis se questionam sobre qual carne devem evitar neste dia específico.

Na Sexta-feira Santa, assim como em outros dias designados pela Igreja para a abstinência de carne, a restrição inclui as variedades de carne animal, abrangendo tanto bovina quanto suína, além das aves, com exceção da carne de peixe e dos frutos do mar.

A carne de peixe, em contraste com a de boi ou porco, por exemplo, é mais facilmente digerível e causa uma impressão menor de saciedade. Desse modo, ela se torna um alimento mais apropriado para estes dias penitenciais em que somos especialmente chamados a participar dos sofrimentos de Nosso Senhor.

Abstinência para os católicos: não comer carne na Sexta-feira Santa, nem em nenhuma sexta-feira do ano

Apesar de muitas pessoas não estarem cientes dessa prática, a abstinência de carne às sextas-feiras existe desde os primórdios da Igreja. Esta prática não se restringe, portanto, apenas à Sexta-feira Santa, conhecida por ser um dia de jejum e abstinência de carne. Desse modo, os fiéis católicos são obrigados a fazer abstinência de carne em todas as sextas-feiras do ano, uma vez que este é um dia dedicado à memória da Paixão e Morte de Cristo.

Embora a intensidade da celebração deste dia seja mais evidente na Sexta-feira da Paixão, todas as sextas-feiras são consideradas dias penitenciais e devem ser vividas dessa maneira pelos católicos. Caso algum fiel esteja impossibilitado de realizar a abstinência por algum motivo, pode substituí-la por uma prática de caridade, preservando, assim, o espírito penitencial deste dia. Além disso, há uma única exceção à abstinência de carne: quando a sexta-feira coincide com alguma solenidade, como o Natal, a Imaculada Conceição, a sexta-feira da Oitava da Páscoa ou outra.

Confira neste artigo tudo o que um católico deve saber sobre a abstinência de carne em todas as sextas-feiras do ano.

Referências

  1. I Cor 1, 23[]
  2. VATICAN NEWS, Sexta-feira Santa, o Mistério da Cruz[]
  3. Jo 16, 33[]
  4. CIC, 2043[][]
  5. Cavalcante, Pedro Teixeira (org). Mensagens dos Santos. Paulus Editora, 1ª edição, 2005, nº1550[]
  6. VATICAN NEWS, Os Papas e o jejum da Quaresma[][]

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    Pode comer carne na Sexta-feira Santa? Confira neste artigo o que a Igreja pede aos católicos a respeito de como viver este dia.

    A prática do jejum e da abstinência remonta a tempos antigos da Igreja. No Antigo Testamento, encontramos numerosas figuras que observaram o jejum e renunciaram aos seus próprios desejos para se aproximar de Cristo. Além disso, os santos deixaram para nós um legado de obediência à Santa Igreja, que inclui a adesão ao jejum e à abstinência sempre que recomendados por ela.

    Infelizmente, ao longo do tempo, parte do significado daquilo que a Igreja lembra diariamente foi esquecido. Por exemplo, as quartas-feiras são dedicadas a São José, enquanto as quintas-feiras são voltadas para a Eucaristia. Ao compreender melhor o que a nossa fé recorda a cada dia, certas práticas se tornam mais evidentes para nós, como por que não comer carne na sexta-feira santa. Este artigo explora por que os católicos se abstêm de carne neste dia e qual o espírito com o qual devem vivenciá-lo.

    Confira aqui uma meditação para a Sexta-feira Santa.

    O que é a Sexta-feira Santa?

    A sexta-feira santa representa os últimos momentos de Cristo na terra, marcando o término de Sua peregrinação neste mundo. Conhecida também como Sexta-feira da Paixão, é um dos dias mais significativos no calendário litúrgico da Igreja Católica. Pois, este dia, que a Igreja celebra todos os anos, marca a crucificação e morte do Filho de Deus, que sacrificou Sua vida para redimir a humanidade do pecado.

    Este dia é, portanto, dedicado à penitência e ao jejum, convidando os fiéis a meditar sobre a Paixão e Morte de Cristo. Ao refletir sobre os últimos momentos de Jesus, Suas dores e Sua morte cruel por nós, recordamos o imenso amor que O conduziu à Cruz. Sua morte na Cruz abriu para nós o Céu, oferecendo-nos a possibilidade da salvação eterna. Quando contemplamos o Cristo crucificado, através da Via-Sacra ou de outras práticas devocionais, compreendemos a gravidade de nosso pecado e o preço pago por Nosso Senhor.

    O ápice deste dia é a celebração da Paixão do Senhor, às 15h, o horário em que Jesus Cristo entrega a Sua vida na Cruz. A liturgia deste dia é marcada por uma profunda sobriedade, refletindo o profundo respeito pela crucificação do Salvador. Durante essa celebração, acontece a liturgia da Palavra, a adoração da cruz e a comunhão eucarística. Conduzidos pelos relatos do Evangelho de São João, acompanhamos o sofrimento de Cristo até a Cruz — a flagelação, a coroação de espinhos e a crucificação.

    Além disso, é comum nesta data que muitas paróquias encenem a Paixão de Cristo, através da meditação da Via-Crucis. Todas as práticas e propostas da Igreja neste dia têm como objetivo conduzir os católicos à conversão, destacando a gravidade do pecado e revelando o amor encarnado e a misericórdia presentes no Cristo Crucificado.

    Saiba como viver bem a Semana Santa.

    O espírito com que os católicos devem viver a Sexta-feira Santa

    comer carne na sexta-feira santa e o espírito da sexta santa

    Considerando o significado profundo da Sexta-feira Santa, torna-se evidente por que este é um dia dedicado ao silêncio, à meditação, ao jejum e à penitência. Neste dia, como católicos, devemos buscar meios de nos unir de forma mais profunda à Cristo. Nesse sentido, uma prática valiosa para realizar na sexta-feira santa é meditar sobre a Paixão de Cristo, por meio dos Evangelhos ou de leituras espirituais.

    No entanto, é importante destacar que o espírito deste dia transcende a mera tristeza e luto. Cultivar a oração, a meditação e o jejum são práticas fundamentais para vivenciar bem a sexta-feira da paixão. Devemos, além disso, evitar as distrações e prazeres, mesmo os lícitos, para nos unirmos, ainda que de maneira modesta, aos sofrimentos de Cristo por meio de nossos próprios sacrifícios.

    O cristianismo, longe de ignorar ou evitar o sofrimento, é uma religião que adentra profundamente no seu significado. O crucifixo é o nosso ícone central, e entre as nossas principais celebrações está a Paixão do Senhor, culminando na esperança da ressurreição.

    […] nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos […] 1

    A sexta-feira santa é o dia em que reconhecemos o sacrifício supremo de Cristo por amor a nós, por isso adoramos a Santa Cruz. Honramos e beijamos o madeiro que nos trouxe à salvação.

    Na Sexta-feira Santa somos convidados a adorar a Cruz para o dom da salvação que conseguimos através da sua vinda. Depois da ascese quaresmal o cristão está preparado para não fugir do sofrimento. 2

    Neste espírito de oração, penitência e meditação, mergulhamos nos sofrimentos de Nosso Senhor. Ao compreendermos esse imenso amor, aprendemos a enfrentar nossos próprios sofrimentos, sabendo que a cruz não representa o fim, mas sim a promessa de um Deus vivo e ressuscitado que jamais nos abandona.

    Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo. 3

    Entenda como meditar os mistérios dolorosos, uma boa prática para fazer na sexta-feira santa.

    Por que não comer carne na Sexta-feira Santa?

    comer carne na sexta-feira santa substituir por pão e agua

    A Sexta-feira Santa está inserida na Semana Maior. Esta semana, situada após a Quaresma e antecedendo o Tempo Pascal, é uma fase marcada, de maneira ainda mais profunda, pelo silêncio, jejum, penitência, além de práticas como a oração e a esmola. Todas essas ações sugeridas pela Igreja têm um propósito claro: a nossa conversão e a busca por uma união mais íntima com Deus.

    Não comer carne na sexta-feira santa não é, portanto, uma prática vazia e desvinculada da fé. Ao contrário, é uma expressão concreta e intensa de nossa fé, um ato que busca uma união com os sofrimentos de Cristo. O jejum e a abstinência de carne durante a Sexta-feira Santa, assim como na Quarta-feira de Cinzas, são testemunhos de nossa fé, do nosso amor por Cristo e da obediência à orientação da Santa Igreja. 4

    A abstinência de carne na Sexta-feira Santa não é simplesmente um ato de solidariedade para com Cristo crucificado, mas ela abre os nossos corações para a graça divina. Além disso, Jesus, por amor a nós, jejuou e suportou sofrimentos, e seguir Seu exemplo é uma maneira de expressarmos nosso amor por Ele. Essa é a resposta mais imediata à abstinência neste dia: o desejo de se unir, de forma mais profunda, ao amado.

    Deixando o corpo passar algumas vontades, ouvimos melhor aquilo de que nossa alma precisa. São João da Cruz dizia “Nega os teus desejos e encontrarás o que deseja o teu coração” 5

    Conforme lembra São João Paulo II, o jejum não se limita a uma simples renúncia material, mas busca introduzir equilíbrio e desprendimento, afastando-nos de uma mentalidade consumista. 6

    Jejuar significa abster-se, renunciar a alguma coisa. Porque renunciar a alguma coisa? Porque privarmo-nos dela? (…) A renúncia às sensações, aos estímulos, aos prazeres e ainda ao alimento ou às bebidas, não é fim de si mesma. Deve apenas, por assim dizer, preparar o caminho para conteúdos mais profundos, de que se alimenta o homem interior“. 6

    Que tal conhecer a liturgia da Semana Santa?

    Que tipo de carne não podemos comer na Sexta-feira Santa?

    O quarto mandamento da Igreja instrui os fiéis a praticarem o jejum e a abstinência de carne conforme as orientações da Santa Mãe Igreja. 4 A Sexta-feira Santa é um desses dias especiais que demandam essa prática. Diante disso, muitos fiéis se questionam sobre qual carne devem evitar neste dia específico.

    Na Sexta-feira Santa, assim como em outros dias designados pela Igreja para a abstinência de carne, a restrição inclui as variedades de carne animal, abrangendo tanto bovina quanto suína, além das aves, com exceção da carne de peixe e dos frutos do mar.

    A carne de peixe, em contraste com a de boi ou porco, por exemplo, é mais facilmente digerível e causa uma impressão menor de saciedade. Desse modo, ela se torna um alimento mais apropriado para estes dias penitenciais em que somos especialmente chamados a participar dos sofrimentos de Nosso Senhor.

    Abstinência para os católicos: não comer carne na Sexta-feira Santa, nem em nenhuma sexta-feira do ano

    Apesar de muitas pessoas não estarem cientes dessa prática, a abstinência de carne às sextas-feiras existe desde os primórdios da Igreja. Esta prática não se restringe, portanto, apenas à Sexta-feira Santa, conhecida por ser um dia de jejum e abstinência de carne. Desse modo, os fiéis católicos são obrigados a fazer abstinência de carne em todas as sextas-feiras do ano, uma vez que este é um dia dedicado à memória da Paixão e Morte de Cristo.

    Embora a intensidade da celebração deste dia seja mais evidente na Sexta-feira da Paixão, todas as sextas-feiras são consideradas dias penitenciais e devem ser vividas dessa maneira pelos católicos. Caso algum fiel esteja impossibilitado de realizar a abstinência por algum motivo, pode substituí-la por uma prática de caridade, preservando, assim, o espírito penitencial deste dia. Além disso, há uma única exceção à abstinência de carne: quando a sexta-feira coincide com alguma solenidade, como o Natal, a Imaculada Conceição, a sexta-feira da Oitava da Páscoa ou outra.

    Confira neste artigo tudo o que um católico deve saber sobre a abstinência de carne em todas as sextas-feiras do ano.

    Referências

    1. I Cor 1, 23[]
    2. VATICAN NEWS, Sexta-feira Santa, o Mistério da Cruz[]
    3. Jo 16, 33[]
    4. CIC, 2043[][]
    5. Cavalcante, Pedro Teixeira (org). Mensagens dos Santos. Paulus Editora, 1ª edição, 2005, nº1550[]
    6. VATICAN NEWS, Os Papas e o jejum da Quaresma[][]

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