Formação

Advento: o que todo católico deve saber

O Advento é um tempo de vigília e oração, mas também de muita alegria. Descubra o que todo católico deve saber sobre este tempo litúrgico.

Advento: o que todo católico deve saber
Formação

Advento: o que todo católico deve saber

O Advento é um tempo de vigília e oração, mas também de muita alegria. Descubra o que todo católico deve saber sobre este tempo litúrgico.

Data da Publicação: 30/11/2023
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC
Data da Publicação: 30/11/2023
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC

O Advento é um tempo de vigília e oração, mas também de muita alegria. Descubra o que todo católico deve saber sobre este tempo litúrgico.

“A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos.”1 Desse modo, somos também convidados, todos os anos, a nos preparar para celebrar o Natal, e é no tempo litúrgico do Advento que essa preparação acontece. No entanto, este período não se limita apenas a recordar da encarnação do Verbo. A Igreja nos exorta a permanecer alerta e vigilantes diante da vinda gloriosa do Messias, cujo momento desconhecemos.

Ao celebrarmos o Natal como a vinda de Cristo, reconhecemos também o Senhor que se manifesta diariamente em nossos corações e que virá no dia derradeiro. Este artigo indica como a Igreja se prepara anualmente para a chegada do Messias, ensinando-nos a vivenciar o Advento e o Natal com uma expectativa amorosa.

O ano litúrgico

No Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1171, lemos:

O ano litúrgico é o desenrolar dos diferentes aspectos do único mistério pascal. Isto vale particularmente para o ciclo das festas em torno do mistério da Encarnação (Anunciação, Natal, Epifania), que comemoram o princípio da nossa salvação e nos comunicam as primícias do mistério da Páscoa.

O Ano Litúrgico, na tradição católica, é um ciclo anual que se organiza em torno da Páscoa. Ele se divide em tempos litúrgicos por meio dos quais os fiéis percorrem uma jornada espiritual através dos principais eventos da fé cristã. Inicia-se com o Advento, um período marcado pela expectativa e pela preparação para a vinda do Salvador. E, em seguida, no tempo do Natal, celebra-se o nascimento de Jesus. Depois, o Tempo Comum, dividido em duas partes, dedica-se ao crescimento espiritual e à vivência dos ensinamentos de Cristo no cotidiano.

A Páscoa representa, portanto, o ápice do Ano Litúrgico, celebrando a ressurreição de Cristo e a sua vitória sobre a morte. Desse modo, é precedida pela Quaresma, um tempo de reflexão, penitência, jejum e oração. Após a Páscoa, o Tempo Comum que segue até o Advento é uma fase de esperança e crescimento espiritual, destacando a missão de ser “sal na terra e luz no mundo.” Esse ciclo, repleto de simbolismo e práticas litúrgicas, oferece uma riqueza espiritual ao longo do ano, orientando os fiéis na vivência dos mistérios fundamentais da fé cristã.

Leia mais em: Calendários litúrgico e civil: por que são diferentes?

O que é o advento?

velas do advento coroa do advento

O Advento é o ponto inicial do Ano Litúrgico na tradição católica e se caracteriza pela vigilância e oração. Neste período, que se inicia quatro semanas antes do Natal, os fiéis são chamados não apenas a aguardar de forma passiva, mas dedicar-se ativamente na expectativa da vinda do Salvador.

Sendo assim, “vigiar” no contexto do Advento não se restringe à simples espera, mas implica em uma prontidão de coração, uma disposição interior para acolher o Senhor. Assim como Cristo alerta os discípulos no Evangelho a estarem vigilantes, estas palavras se dirigem também a nós, sobretudo, no tempo do Advento:

Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem […] Para que não suceda que vindo de repente, ele vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: Vigiai! 2

Ao mesmo tempo, o Advento convoca os fiéis a intensificarem a sua vida de oração. Isso evidencia ainda mais a busca ativa pelo encontro com Deus. O Deus Menino que chega no Natal. A prática da oração constante alimenta a fé, recorda diariamente a presença do Pai e o amor divino, gerando uma urgência interior para estar com o Senhor.

O Advento é, portanto, um tempo de crescimento espiritual em que a vigilância e a oração se entrelaçam para preparar os corações não apenas para celebrar o nascimento de Cristo, mas também para ansiar pela Sua vinda contínua em cada momento da vida cotidiana — e no fim dos tempos.

Meditações para o Advento: prepara-se para o Natal com Santo Afonso.

As duas fases do Advento

O Advento se desdobra em duas fases distintas, cada uma carregando consigo um profundo significado espiritual. Elas trazem à tona as vindas de Jesus até nós.

A segunda vinda de Jesus

O Advento, tempo de preparação para o Natal, nos convida a refletir também sobre a segunda vinda de Jesus, que se manifestará glorioso no Juízo Final. Assim como celebramos a humildade do presépio em Belém, aguardamos ansiosamente a vinda futura do Senhor para julgar os vivos e os mortos.

Esta primeira fase do Advento enfatiza a espera escatológica, lembrando-nos da importância de estarmos vigilantes e preparados diante da iminente manifestação de Cristo.

Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo. 3

A encarnação de Jesus

presépio vinda de jesus advento

A segunda fase do Advento concentra-se na contemplação da encarnação de Jesus. Esta fase destaca o momento singular em que Deus se fez carne, assumindo a humanidade para se aproximar ainda mais de nós. O Advento nos convida a revisitar a humildade da manjedoura e contemplar o Filho de Deus nascido de uma virgem em Belém.

Além disso, durante esse período, somos chamados não apenas a recordar um evento histórico, mas a acolher o Cristo vivo em nossas vidas diariamente. A encarnação não é apenas um evento do passado, mas uma realidade contínua em que Deus escolhe habitar em nós.

Por isso, somos impelidos a dizer, assim como Maria:

Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. 4

A liturgia do Advento

A liturgia do advento, a cada domingo, guia-nos a viver estas duas fases apresentadas acima.

As leituras

Durante o Advento, os católicos são convidados a contemplar não apenas a chegada humilde do Menino Jesus em Belém, mas também a aguardar com vigilância a manifestação gloriosa do Senhor no final dos tempos, destacando a dimensão escatológica da fé cristã. Desse modo, o Evangelho do primeiro domingo instiga a reflexão sobre a realidade transcendental da existência, incentivando os fiéis a viverem de maneira vigilante e preparada para o encontro derradeiro com o Cristo ressuscitado:

Vigiai, pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo de repente, não vos encontre dormindo. 5

O segundo domingo também traz leituras que relatam a vinda gloriosa do Messias no fim dos tempos, como na profecia de Isaías e na carta de São Pedro, alertando sobre o dia do Senhor:

Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus. […] eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória. 6

O dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus acabarão com barulho espantoso [..] 7

Isaías, conhecido como o “profeta messiânico”, oferece profecias que apontam para a vinda do Emanuel, Deus conosco. Contudo, suas palavras ressoam tanto nas promessas escatológicas quanto nas narrativas da infância de Jesus, formando uma ponte entre as expectativas antigas e seu cumprimento na vida de Cristo.

À medida que o Advento avança, a segunda fase se desdobra, trazendo uma mudança de enfoque para a celebração da encarnação de Jesus. Nesse sentido, a liturgia e as práticas devocionais buscam recriar o clima de espera e esperança vivido pelos que antecederam o nascimento do Salvador, a fim de inspirar os fiéis a celebrar o nascimento de Jesus com expectativa amorosa similar.

Assim, o terceiro domingo destaca São João Batista, que prepara o caminho do Senhor e O anuncia como Messias

“Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias.” 8

E, por fim, no último domingo o tão esperado anúncio do anjo Gabriel à Virgem Maria

Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 9

Desse modo, o Advento abraça a dualidade temporal da vinda de Jesus, unindo a lembrança da encarnação à expectativa da segunda vinda. Enquanto se contempla o mistério da encarnação de Deus na fragilidade da manjedoura, a liturgia prepara os corações para que se voltem, ao mesmo tempo, para a promessa da sua vinda gloriosa — quando Ele virá para consumar a história humana e estabelecer o Reino definitivo.

Reze também a Novena de Natal.

Costumes típicos do Advento

Os símbolos desempenham um papel importante no cristianismo, e os costumes natalinos não são exceção, pois comunicam aspectos fundamentais de nossa fé. Um exemplo é o uso de velas na Coroa do Advento, irradiando luz como um símbolo da chegada de Cristo — a luz que dispersa as trevas. A árvore de Natal, integrada à tradição cristã, simboliza a vida eterna que Jesus nos trouxe. O presépio, ao destacar o nascimento de Jesus na singela manjedoura, torna-se uma representação visível da divina simplicidade.

Presépio da catedral de Londrina (PR),

Outras tradições, como a troca de presentes, refletem o gesto dos Magos, que ofereceram dons ao Menino Jesus. Da mesma forma, a ceia natalina, como uma celebração familiar, simboliza a união e a partilha. Além disso, atos solidários, como doações e voluntariado, são frequentes nesse contexto, ecoando os princípios cristãos de compaixão e generosidade. Essas práticas, enraizadas na fé católica, não apenas fortalecem os laços familiares, mas também lembram a todos o verdadeiro significado do Natal: a celebração do nascimento daquele que é a encarnação do amor divino.

Referências

  1. CIC, 522[]
  2. Mc13, 35-37[]
  3. Mc 13, 33[]
  4. Lc 1, 38[]
  5. Mc 13, 35-36[]
  6. Is 40, 3.10[]
  7. 2Pd 3,10[]
  8. Jo 1, 26-27[]
  9. Lc 1, 31-32[]

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    Redação MBC

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    O Advento é um tempo de vigília e oração, mas também de muita alegria. Descubra o que todo católico deve saber sobre este tempo litúrgico.

    “A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos.”1 Desse modo, somos também convidados, todos os anos, a nos preparar para celebrar o Natal, e é no tempo litúrgico do Advento que essa preparação acontece. No entanto, este período não se limita apenas a recordar da encarnação do Verbo. A Igreja nos exorta a permanecer alerta e vigilantes diante da vinda gloriosa do Messias, cujo momento desconhecemos.

    Ao celebrarmos o Natal como a vinda de Cristo, reconhecemos também o Senhor que se manifesta diariamente em nossos corações e que virá no dia derradeiro. Este artigo indica como a Igreja se prepara anualmente para a chegada do Messias, ensinando-nos a vivenciar o Advento e o Natal com uma expectativa amorosa.

    O ano litúrgico

    No Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1171, lemos:

    O ano litúrgico é o desenrolar dos diferentes aspectos do único mistério pascal. Isto vale particularmente para o ciclo das festas em torno do mistério da Encarnação (Anunciação, Natal, Epifania), que comemoram o princípio da nossa salvação e nos comunicam as primícias do mistério da Páscoa.

    O Ano Litúrgico, na tradição católica, é um ciclo anual que se organiza em torno da Páscoa. Ele se divide em tempos litúrgicos por meio dos quais os fiéis percorrem uma jornada espiritual através dos principais eventos da fé cristã. Inicia-se com o Advento, um período marcado pela expectativa e pela preparação para a vinda do Salvador. E, em seguida, no tempo do Natal, celebra-se o nascimento de Jesus. Depois, o Tempo Comum, dividido em duas partes, dedica-se ao crescimento espiritual e à vivência dos ensinamentos de Cristo no cotidiano.

    A Páscoa representa, portanto, o ápice do Ano Litúrgico, celebrando a ressurreição de Cristo e a sua vitória sobre a morte. Desse modo, é precedida pela Quaresma, um tempo de reflexão, penitência, jejum e oração. Após a Páscoa, o Tempo Comum que segue até o Advento é uma fase de esperança e crescimento espiritual, destacando a missão de ser “sal na terra e luz no mundo.” Esse ciclo, repleto de simbolismo e práticas litúrgicas, oferece uma riqueza espiritual ao longo do ano, orientando os fiéis na vivência dos mistérios fundamentais da fé cristã.

    Leia mais em: Calendários litúrgico e civil: por que são diferentes?

    O que é o advento?

    velas do advento coroa do advento

    O Advento é o ponto inicial do Ano Litúrgico na tradição católica e se caracteriza pela vigilância e oração. Neste período, que se inicia quatro semanas antes do Natal, os fiéis são chamados não apenas a aguardar de forma passiva, mas dedicar-se ativamente na expectativa da vinda do Salvador.

    Sendo assim, “vigiar” no contexto do Advento não se restringe à simples espera, mas implica em uma prontidão de coração, uma disposição interior para acolher o Senhor. Assim como Cristo alerta os discípulos no Evangelho a estarem vigilantes, estas palavras se dirigem também a nós, sobretudo, no tempo do Advento:

    Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem […] Para que não suceda que vindo de repente, ele vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: Vigiai! 2

    Ao mesmo tempo, o Advento convoca os fiéis a intensificarem a sua vida de oração. Isso evidencia ainda mais a busca ativa pelo encontro com Deus. O Deus Menino que chega no Natal. A prática da oração constante alimenta a fé, recorda diariamente a presença do Pai e o amor divino, gerando uma urgência interior para estar com o Senhor.

    O Advento é, portanto, um tempo de crescimento espiritual em que a vigilância e a oração se entrelaçam para preparar os corações não apenas para celebrar o nascimento de Cristo, mas também para ansiar pela Sua vinda contínua em cada momento da vida cotidiana — e no fim dos tempos.

    Meditações para o Advento: prepara-se para o Natal com Santo Afonso.

    As duas fases do Advento

    O Advento se desdobra em duas fases distintas, cada uma carregando consigo um profundo significado espiritual. Elas trazem à tona as vindas de Jesus até nós.

    A segunda vinda de Jesus

    O Advento, tempo de preparação para o Natal, nos convida a refletir também sobre a segunda vinda de Jesus, que se manifestará glorioso no Juízo Final. Assim como celebramos a humildade do presépio em Belém, aguardamos ansiosamente a vinda futura do Senhor para julgar os vivos e os mortos.

    Esta primeira fase do Advento enfatiza a espera escatológica, lembrando-nos da importância de estarmos vigilantes e preparados diante da iminente manifestação de Cristo.

    Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo. 3

    A encarnação de Jesus

    presépio vinda de jesus advento

    A segunda fase do Advento concentra-se na contemplação da encarnação de Jesus. Esta fase destaca o momento singular em que Deus se fez carne, assumindo a humanidade para se aproximar ainda mais de nós. O Advento nos convida a revisitar a humildade da manjedoura e contemplar o Filho de Deus nascido de uma virgem em Belém.

    Além disso, durante esse período, somos chamados não apenas a recordar um evento histórico, mas a acolher o Cristo vivo em nossas vidas diariamente. A encarnação não é apenas um evento do passado, mas uma realidade contínua em que Deus escolhe habitar em nós.

    Por isso, somos impelidos a dizer, assim como Maria:

    Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. 4

    A liturgia do Advento

    A liturgia do advento, a cada domingo, guia-nos a viver estas duas fases apresentadas acima.

    As leituras

    Durante o Advento, os católicos são convidados a contemplar não apenas a chegada humilde do Menino Jesus em Belém, mas também a aguardar com vigilância a manifestação gloriosa do Senhor no final dos tempos, destacando a dimensão escatológica da fé cristã. Desse modo, o Evangelho do primeiro domingo instiga a reflexão sobre a realidade transcendental da existência, incentivando os fiéis a viverem de maneira vigilante e preparada para o encontro derradeiro com o Cristo ressuscitado:

    Vigiai, pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo de repente, não vos encontre dormindo. 5

    O segundo domingo também traz leituras que relatam a vinda gloriosa do Messias no fim dos tempos, como na profecia de Isaías e na carta de São Pedro, alertando sobre o dia do Senhor:

    Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus. […] eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória. 6

    O dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus acabarão com barulho espantoso [..] 7

    Isaías, conhecido como o “profeta messiânico”, oferece profecias que apontam para a vinda do Emanuel, Deus conosco. Contudo, suas palavras ressoam tanto nas promessas escatológicas quanto nas narrativas da infância de Jesus, formando uma ponte entre as expectativas antigas e seu cumprimento na vida de Cristo.

    À medida que o Advento avança, a segunda fase se desdobra, trazendo uma mudança de enfoque para a celebração da encarnação de Jesus. Nesse sentido, a liturgia e as práticas devocionais buscam recriar o clima de espera e esperança vivido pelos que antecederam o nascimento do Salvador, a fim de inspirar os fiéis a celebrar o nascimento de Jesus com expectativa amorosa similar.

    Assim, o terceiro domingo destaca São João Batista, que prepara o caminho do Senhor e O anuncia como Messias

    “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias.” 8

    E, por fim, no último domingo o tão esperado anúncio do anjo Gabriel à Virgem Maria

    Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 9

    Desse modo, o Advento abraça a dualidade temporal da vinda de Jesus, unindo a lembrança da encarnação à expectativa da segunda vinda. Enquanto se contempla o mistério da encarnação de Deus na fragilidade da manjedoura, a liturgia prepara os corações para que se voltem, ao mesmo tempo, para a promessa da sua vinda gloriosa — quando Ele virá para consumar a história humana e estabelecer o Reino definitivo.

    Reze também a Novena de Natal.

    Costumes típicos do Advento

    Os símbolos desempenham um papel importante no cristianismo, e os costumes natalinos não são exceção, pois comunicam aspectos fundamentais de nossa fé. Um exemplo é o uso de velas na Coroa do Advento, irradiando luz como um símbolo da chegada de Cristo — a luz que dispersa as trevas. A árvore de Natal, integrada à tradição cristã, simboliza a vida eterna que Jesus nos trouxe. O presépio, ao destacar o nascimento de Jesus na singela manjedoura, torna-se uma representação visível da divina simplicidade.

    Presépio da catedral de Londrina (PR),

    Outras tradições, como a troca de presentes, refletem o gesto dos Magos, que ofereceram dons ao Menino Jesus. Da mesma forma, a ceia natalina, como uma celebração familiar, simboliza a união e a partilha. Além disso, atos solidários, como doações e voluntariado, são frequentes nesse contexto, ecoando os princípios cristãos de compaixão e generosidade. Essas práticas, enraizadas na fé católica, não apenas fortalecem os laços familiares, mas também lembram a todos o verdadeiro significado do Natal: a celebração do nascimento daquele que é a encarnação do amor divino.

    Referências

    1. CIC, 522[]
    2. Mc13, 35-37[]
    3. Mc 13, 33[]
    4. Lc 1, 38[]
    5. Mc 13, 35-36[]
    6. Is 40, 3.10[]
    7. 2Pd 3,10[]
    8. Jo 1, 26-27[]
    9. Lc 1, 31-32[]

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